Guia de Tempo de Tela
Quanto tempo de tela faz bem em cada idade, segundo quem estuda o assunto.
Toda família esbarra na mesma pergunta: quanto tempo de tela é demais para a criança.
A resposta existe, mas está espalhada. Aqui ela está reunida, traduzida e organizada por idade. Cada idade tem um cartão. Sem promessa, sem alarme, sem número inventado.
Escolha a idade da criança
Quem assina, e quem não substitui
Sou o Dr. Fabio Salomão. Professor, pesquisador com doutorado e pai.
Não sou pediatra, e este site não é uma consulta. O que eu faço aqui é curadoria: leio as diretrizes oficiais, comparo, traduzo e mantenho a data à mostra.
Quem conhece a criança, o histórico e o contexto de vocês é o pediatra dela. Use este guia para chegar mais bem informado nessa conversa, não para substituí-la.
Por que a data fica à mostra
A ciência sobre telas muda com o tempo. Por isso cada cartão traz a data da última revisão. Se as recomendações oficiais mudarem, esta curadoria é atualizada, e a data muda junto.
Quero ser avisado quando atualizar
Quando uma das recomendações oficiais for revista, eu atualizo esta curadoria e aviso você. Só isso. Sem login, sem mais e-mails.
No momento, esta é uma demonstração: o aviso por e-mail entra em uma próxima etapa. Seu e-mail ainda não é guardado.
0 a 2 anos
Nos dois primeiros anos, o cérebro aprende pela interação real: olhar, voz, toque, brincadeira. A tela não devolve esse tipo de troca. Por isso, nesta faixa, quanto menos tela, melhor.
Evitar telas antes dos 2 anos.
A única exceção bem aceita é a videochamada (falar com a avó, com o pai que viajou), porque ali existe interação de verdade.
Perto dos 18 meses, se a tela entrar, que seja por pouco tempo, com conteúdo de boa qualidade e com um adulto junto, nunca sozinho.
No dia a dia
- Priorize colo, conversa e brincadeira no chão. É o que mais desenvolve nesta idade.
- Reserve a tela para videochamada com a família. Esse uso conta como interação, não como tela passiva.
- Se for assistir a algo perto dos 2 anos, fique junto e vá nomeando o que aparece. A sua voz é o que dá sentido à imagem.
- Tenha um plano B à mão: um brinquedo, um livro de pano, uma música. A tela não precisa ser o primeiro recurso.
- Tela ligada de fundo enquanto o bebê brinca. Mesmo sem ele olhando, ela compete com a atenção e a conversa de vocês.
- Tela para acalmar choro ou para fazer comer. Vira um hábito difícil de desfazer depois.
- Vídeos que se reproduzem em sequência automática. É fácil o que seria um minuto virar trinta.
- Tela na hora de dormir. Atrapalha o sono já nesta idade.
Ver as fontes oficiais
Toda recomendação aqui vem de uma diretriz oficial, com o ano. Você não precisa ler isto para usar o guia, mas é o que sustenta a confiança nele.
Diretrizes de atividade física, comportamento sedentário e sono para crianças menores de 5 anos. Até 1 ano: nenhuma tela. Aos 2 anos: no máximo 1 hora por dia, quanto menos melhor. (Quem orienta evitar tela até os 2 anos é a AAP, a SBP e a CPS.)
Media Use in School-Aged Children and Adolescents (vigente). Sem telas antes dos 18 meses, exceto videochamada; dos 18 aos 24 meses, só conteúdo de alta qualidade com um adulto junto.
#MenosTelas #MaisSaúde, edição original de 2019/2020, Atualização 2024 vigente. Evitar telas em menores de 2 anos, mesmo de forma passiva.
Screen time and young children. Desencorajado antes dos 2 anos, exceto videochamada.
Quero ser avisado quando atualizar
Quando uma das recomendações oficiais for revista, eu atualizo esta curadoria e aviso você. Só isso. Sem login, sem mais e-mails.
No momento, esta é uma demonstração: o aviso por e-mail entra em uma próxima etapa. Seu e-mail ainda não é guardado.
2 a 5 anos
Entre os 2 e os 5 anos a curiosidade explode e a tela começa a fazer parte da rotina de muitas famílias. Aqui aparece o único número em que praticamente todas as instituições concordam. Ele é simples de lembrar e funciona como um bom limite de partida.
Não é só a quantidade que importa, é a companhia. Conteúdo de boa qualidade, assistido com um adulto por perto, que comenta e conversa, vale muito mais do que o mesmo tempo de tela sozinho.
E vale lembrar: 1 hora é o teto, não a meta. Menos é melhor.
No dia a dia
- Trate a 1 hora como um limite combinado, não como uma cota a cumprir todo dia.
- Escolha junto o que vai ser assistido, em vez de deixar o aplicativo escolher. Curadoria também é coisa de pai.
- Assista junto quando puder e transforme em conversa: "viu o que ele fez?", "o que você faria?".
- Avise antes de acabar. "Mais um e a gente desliga" reduz a briga do fim.
- Deixe claras as horas sem tela: refeição, banho, o tempo antes de dormir.
- Tela durante as refeições. Atrapalha aprender a comer e a conversa da mesa.
- Tela como recompensa ou castigo. Isso dá a ela uma importância que ela não precisa ter.
- Conteúdo acelerado demais ou cheio de propaganda. Cansa a atenção e vende o tempo todo.
- Tela na última hora antes de dormir. A luz e a agitação atrapalham o sono.
Ver as fontes oficiais
Toda recomendação aqui vem de uma diretriz oficial, com o ano. Você não precisa ler isto para usar o guia, mas é o que sustenta a confiança nele.
Media Use in School-Aged Children and Adolescents (vigente). Até 1 hora por dia de conteúdo de alta qualidade, assistido em conjunto.
#MenosTelas #MaisSaúde, edição original de 2019/2020, Atualização 2024 vigente. Até 1 hora por dia, sempre com supervisão.
Diretrizes para crianças menores de 5 anos. Até 1 hora por dia, quanto menos melhor.
Screen time and young children. Até 1 hora por dia, com foco em qualidade e em assistir junto.
Quero ser avisado quando atualizar
Quando uma das recomendações oficiais for revista, eu atualizo esta curadoria e aviso você. Só isso. Sem login, sem mais e-mails.
No momento, esta é uma demonstração: o aviso por e-mail entra em uma próxima etapa. Seu e-mail ainda não é guardado.
6 a 12 anos
Aqui acontece a virada mais importante deste guia. A criança entra na escola, faz tarefa na tela, conversa com amigos, joga. A tela deixa de ser só entretenimento e vira parte da vida.
Por isso, da idade escolar em diante, a orientação oficial muda de natureza: a maior parte das instituições para de cravar um número único de horas e passa a falar em qualidade, equilíbrio e um plano combinado em família. Os números, quando aparecem, vêm da Sociedade Brasileira de Pediatria.
Não existe mais um número mágico igual para todos. Existe um plano de família.
A Academia Americana de Pediatria e a Sociedade Canadense de Pediatria deixaram de fixar um teto de horas para a idade escolar. A pergunta passou a ser outra: a tela está tirando espaço do sono, do estudo, do brincar e do convívio? Se não está, e o conteúdo é bom, o tempo está em equilíbrio.
A Sociedade Brasileira de Pediatria, para esta faixa, orienta como referência até 1 a 2 horas por dia, sempre com supervisão.
Nota de transparência
Você vai notar que, desta idade em diante, os números deixam de ser iguais entre as instituições. Isso não é falha do guia: é assim que a ciência está hoje. Da idade escolar em diante, o consenso é sobre equilíbrio e plano de família, não sobre um número único.
No dia a dia
- Faça um combinado simples de família: o que pode, quando pode, e o que vem antes da tela (sono, tarefa, atividade física, refeição).
- Olhe a qualidade, não só o relógio. Uma hora criando algo é diferente de uma hora rolando vídeo sem fim.
- Mantenha o equilíbrio como critério: dormir bem, se mexer, conviver e estudar continuam vindo primeiro.
- Acompanhe o que ele assiste e joga, e converse sobre isso. Interesse vale mais que vigilância.
- Combine pausas e como a tela é desligada, para que o fim não seja sempre uma briga.
- Tela sem nenhum combinado, decidida no improviso a cada dia.
- Medir só o tempo e ignorar o conteúdo. Nem toda hora de tela é igual.
- Tela no quarto, principalmente na hora de dormir.
- Tela na última hora antes de dormir e durante as refeições.
- Tornar a tela o centro do lazer da casa, no lugar de brincar, ler e estar junto.
Ver as fontes oficiais
Toda recomendação aqui vem de uma diretriz oficial, com o ano. Você não precisa ler isto para usar o guia, mas é o que sustenta a confiança nele.
Media Use in School-Aged Children and Adolescents, 2016, e Digital Ecosystems, Children, and Adolescents, 2026. Sem teto fixo de horas; orienta um plano de mídia individualizado por família (Family Media Plan), sem telas no quarto e sem telas na hora de dormir.
#MenosTelas #MaisSaúde, edição original de 2019/2020, Atualização 2024 vigente. Para crianças de 6 a 10 anos, até 1 a 2 horas por dia, sempre com supervisão.
Digital media: Promoting healthy screen use in school-aged children and adolescents. Sem teto único; quatro princípios: gerir o uso de forma saudável, dar sentido ao uso, dar o exemplo e acompanhar com diálogo.
Diretrizes de atividade física e comportamento sedentário para crianças e adolescentes de 5 a 17 anos. Foco em atividade física e sono adequados; não fixa um teto único de horas de tela.
Quero ser avisado quando atualizar
Quando uma das recomendações oficiais for revista, eu atualizo esta curadoria e aviso você. Só isso. Sem login, sem mais e-mails.
No momento, esta é uma demonstração: o aviso por e-mail entra em uma próxima etapa. Seu e-mail ainda não é guardado.
Adolescentes
Na adolescência, a tela é também onde a vida social acontece: amizades, identidade, escola, lazer. Proibir deixa de funcionar e deixa de fazer sentido.
O trabalho aqui é outro: ajudar o adolescente a usar a tela com intenção, sem que ela coma o sono, o estudo e a convivência. A maioria das instituições não fixa um número de horas nesta idade. A Sociedade Brasileira de Pediatria oferece uma referência.
Menos sobre horas, mais sobre limites que protegem o essencial.
A maior parte das instituições não crava um teto de horas para adolescentes. O foco passa a ser garantir o que não pode ser perdido: o sono (de 8 a 12 horas, conforme a idade), a atividade física, o convívio e o estudo. E uma regra simples e poderosa: o dispositivo não dorme no quarto.
Como referência de quantidade, a Sociedade Brasileira de Pediatria orienta até 2 a 3 horas por dia, com supervisão, e nunca virar a noite jogando.
Nota de transparência
Como na faixa anterior, não há um número de horas válido para todos os adolescentes. O número da SBP é uma boa referência de partida. O mais importante é proteger sono, estudo, convívio e atividade física, e ajustar o resto a partir daí.
No dia a dia
- Combine os limites com o adolescente, não para ele. Nesta idade, o combinado em conjunto é o que se sustenta.
- Proteja o sono primeiro. Defina junto um horário para a tela descansar à noite, fora do quarto.
- Incentive o uso com propósito: criar, aprender, organizar, se conectar, e perceber a diferença para o rolar sem fim.
- Mantenha a conversa aberta sobre o que ele vê e vive na tela, sem transformar em interrogatório.
- Dê o exemplo. O seu próprio uso de celular fala mais alto que qualquer regra.
- Celular no quarto durante a noite. É o que mais rouba sono nesta idade.
- Tela invadindo a madrugada, principalmente em jogos e redes.
- Regras impostas sem conversa. Tendem a virar conflito, não hábito.
- Cobrar do filho um limite que você mesmo não pratica.
- Tratar todo tempo de tela como vilão e ignorar que parte dele é estudo, amizade e lazer legítimos.
Ver as fontes oficiais
Toda recomendação aqui vem de uma diretriz oficial, com o ano. Você não precisa ler isto para usar o guia, mas é o que sustenta a confiança nele.
Media Use in School-Aged Children and Adolescents, 2016, e Digital Ecosystems, Children, and Adolescents, 2026. Plano de mídia individualizado (Family Media Plan); sono de 8 a 12 horas conforme a idade; atividade física diária; sem dispositivo no quarto.
#MenosTelas #MaisSaúde, edição original de 2019/2020, Atualização 2024 vigente. Para 11 a 18 anos, até 2 a 3 horas por dia, com supervisão; nunca virar a noite jogando.
Digital media: Promoting healthy screen use in school-aged children and adolescents. Mesmos quatro princípios da idade escolar; uso intencional e diálogo.
Diretrizes de atividade física e comportamento sedentário para crianças e adolescentes de 5 a 17 anos. Foco em sono e atividade física adequados.
Quero ser avisado quando atualizar
Quando uma das recomendações oficiais for revista, eu atualizo esta curadoria e aviso você. Só isso. Sem login, sem mais e-mails.
No momento, esta é uma demonstração: o aviso por e-mail entra em uma próxima etapa. Seu e-mail ainda não é guardado.
Vale para todas as idades
Existem quatro hábitos que aparecem em praticamente todas as diretrizes, do bebê ao adolescente. Eles importam mais do que o número exato de horas. Se você só puder cuidar de quatro coisas, cuide destas.
Quatro hábitos que valem em qualquer idade.
- Sem tela nas refeições A mesa é hora de conversar e de aprender a comer.
- Desligar 1 a 2 horas antes de dormir A luz e a agitação da tela atrapalham o sono de todo mundo.
- Tela nas áreas comuns, não no quarto O que está na sala se acompanha; o que está no quarto, não.
- O exemplo dos pais conta A criança aprende o uso de tela olhando o seu, não ouvindo a sua regra.
No dia a dia
- Faça das refeições um momento sem tela para a família inteira, adultos incluídos.
- Crie um ritual de desligar à noite: as telas descansam 1 a 2 horas antes de dormir, em um lugar combinado.
- Deixe que as telas vivam nas áreas comuns da casa. Carregar o celular fora do quarto, à noite, ajuda crianças e adultos.
- Use você mesmo as telas com intenção. O seu hábito é o currículo mais forte que o seu filho tem.
- Combine as regras com a família em vez de impor. O que é construído junto se sustenta.
- Celular na mesa, seu ou da criança.
- Tela na última hora antes de dormir.
- Televisão, computador ou celular passando a noite no quarto da criança.
- Cobrar dos filhos um uso de tela que você não pratica.
- Tratar a tela como o centro do lazer da casa, no lugar de brincar, ler e conviver.
Ver as fontes oficiais
Toda recomendação aqui vem de uma diretriz oficial, com o ano. Você não precisa ler isto para usar o guia, mas é o que sustenta a confiança nele.
#MenosTelas #MaisSaúde, edição original de 2019/2020, Atualização 2024 vigente. Sem telas nas refeições; desligar 1 a 2 horas antes de dormir; telas nas áreas comuns, não no quarto.
Media Use in School-Aged Children and Adolescents, 2016, e Digital Ecosystems, Children, and Adolescents, 2026. Qualidade acima de quantidade; assistir junto; sem telas no quarto; sem telas na hora de dormir; o exemplo dos pais como base.
Screen time and young children, 2017, e Digital media: Promoting healthy screen use in school-aged children and adolescents, 2019. Modelagem dos pais e acompanhamento informado como princípios centrais.
Quero ser avisado quando atualizar
Quando uma das recomendações oficiais for revista, eu atualizo esta curadoria e aviso você. Só isso. Sem login, sem mais e-mails.
No momento, esta é uma demonstração: o aviso por e-mail entra em uma próxima etapa. Seu e-mail ainda não é guardado.