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Curadoria revisada em junho/2026 · Dr. Fabio Salomão

Guia de Tempo de Tela

Quanto tempo de tela faz bem em cada idade, segundo quem estuda o assunto.

Toda família esbarra na mesma pergunta: quanto tempo de tela é demais para a criança.

A resposta existe, mas está espalhada. Aqui ela está reunida, traduzida e organizada por idade. Cada idade tem um cartão. Sem promessa, sem alarme, sem número inventado.

Escolha a idade da criança

Quem assina, e quem não substitui

Sou o Dr. Fabio Salomão. Professor, pesquisador com doutorado e pai.

Não sou pediatra, e este site não é uma consulta. O que eu faço aqui é curadoria: leio as diretrizes oficiais, comparo, traduzo e mantenho a data à mostra.

Quem conhece a criança, o histórico e o contexto de vocês é o pediatra dela. Use este guia para chegar mais bem informado nessa conversa, não para substituí-la.

Por que a data fica à mostra

A ciência sobre telas muda com o tempo. Por isso cada cartão traz a data da última revisão. Se as recomendações oficiais mudarem, esta curadoria é atualizada, e a data muda junto.

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Quando uma das recomendações oficiais for revista, eu atualizo esta curadoria e aviso você. Só isso. Sem login, sem mais e-mails.

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Faixa 1 de 5 revisada em junho/2026

0 a 2 anos

Nos dois primeiros anos, o cérebro aprende pela interação real: olhar, voz, toque, brincadeira. A tela não devolve esse tipo de troca. Por isso, nesta faixa, quanto menos tela, melhor.

A recomendação oficial

Evitar telas antes dos 2 anos.

A única exceção bem aceita é a videochamada (falar com a avó, com o pai que viajou), porque ali existe interação de verdade.

Perto dos 18 meses, se a tela entrar, que seja por pouco tempo, com conteúdo de boa qualidade e com um adulto junto, nunca sozinho.

No dia a dia

O que fazer
  • Priorize colo, conversa e brincadeira no chão. É o que mais desenvolve nesta idade.
  • Reserve a tela para videochamada com a família. Esse uso conta como interação, não como tela passiva.
  • Se for assistir a algo perto dos 2 anos, fique junto e vá nomeando o que aparece. A sua voz é o que dá sentido à imagem.
  • Tenha um plano B à mão: um brinquedo, um livro de pano, uma música. A tela não precisa ser o primeiro recurso.
O que evitar
  • Tela ligada de fundo enquanto o bebê brinca. Mesmo sem ele olhando, ela compete com a atenção e a conversa de vocês.
  • Tela para acalmar choro ou para fazer comer. Vira um hábito difícil de desfazer depois.
  • Vídeos que se reproduzem em sequência automática. É fácil o que seria um minuto virar trinta.
  • Tela na hora de dormir. Atrapalha o sono já nesta idade.
Ver as fontes oficiais

Toda recomendação aqui vem de uma diretriz oficial, com o ano. Você não precisa ler isto para usar o guia, mas é o que sustenta a confiança nele.

Organização Mundial da Saúde (OMS) 2019

Diretrizes de atividade física, comportamento sedentário e sono para crianças menores de 5 anos. Até 1 ano: nenhuma tela. Aos 2 anos: no máximo 1 hora por dia, quanto menos melhor. (Quem orienta evitar tela até os 2 anos é a AAP, a SBP e a CPS.)

Academia Americana de Pediatria (AAP) 2016

Media Use in School-Aged Children and Adolescents (vigente). Sem telas antes dos 18 meses, exceto videochamada; dos 18 aos 24 meses, só conteúdo de alta qualidade com um adulto junto.

Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) 2024

#MenosTelas #MaisSaúde, edição original de 2019/2020, Atualização 2024 vigente. Evitar telas em menores de 2 anos, mesmo de forma passiva.

Sociedade Canadense de Pediatria (CPS) 2017

Screen time and young children. Desencorajado antes dos 2 anos, exceto videochamada.

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Faixa 2 de 5 revisada em junho/2026

2 a 5 anos

Entre os 2 e os 5 anos a curiosidade explode e a tela começa a fazer parte da rotina de muitas famílias. Aqui aparece o único número em que praticamente todas as instituições concordam. Ele é simples de lembrar e funciona como um bom limite de partida.

A recomendação oficial 1hpor dia, no máximo, e com você junto

Não é só a quantidade que importa, é a companhia. Conteúdo de boa qualidade, assistido com um adulto por perto, que comenta e conversa, vale muito mais do que o mesmo tempo de tela sozinho.

E vale lembrar: 1 hora é o teto, não a meta. Menos é melhor.

No dia a dia

O que fazer
  • Trate a 1 hora como um limite combinado, não como uma cota a cumprir todo dia.
  • Escolha junto o que vai ser assistido, em vez de deixar o aplicativo escolher. Curadoria também é coisa de pai.
  • Assista junto quando puder e transforme em conversa: "viu o que ele fez?", "o que você faria?".
  • Avise antes de acabar. "Mais um e a gente desliga" reduz a briga do fim.
  • Deixe claras as horas sem tela: refeição, banho, o tempo antes de dormir.
O que evitar
  • Tela durante as refeições. Atrapalha aprender a comer e a conversa da mesa.
  • Tela como recompensa ou castigo. Isso dá a ela uma importância que ela não precisa ter.
  • Conteúdo acelerado demais ou cheio de propaganda. Cansa a atenção e vende o tempo todo.
  • Tela na última hora antes de dormir. A luz e a agitação atrapalham o sono.
Ver as fontes oficiais

Toda recomendação aqui vem de uma diretriz oficial, com o ano. Você não precisa ler isto para usar o guia, mas é o que sustenta a confiança nele.

Academia Americana de Pediatria (AAP) 2016

Media Use in School-Aged Children and Adolescents (vigente). Até 1 hora por dia de conteúdo de alta qualidade, assistido em conjunto.

Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) 2024

#MenosTelas #MaisSaúde, edição original de 2019/2020, Atualização 2024 vigente. Até 1 hora por dia, sempre com supervisão.

Organização Mundial da Saúde (OMS) 2019

Diretrizes para crianças menores de 5 anos. Até 1 hora por dia, quanto menos melhor.

Sociedade Canadense de Pediatria (CPS) 2017

Screen time and young children. Até 1 hora por dia, com foco em qualidade e em assistir junto.

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Faixa 3 de 5 revisada em junho/2026

6 a 12 anos

Aqui acontece a virada mais importante deste guia. A criança entra na escola, faz tarefa na tela, conversa com amigos, joga. A tela deixa de ser só entretenimento e vira parte da vida.

Por isso, da idade escolar em diante, a orientação oficial muda de natureza: a maior parte das instituições para de cravar um número único de horas e passa a falar em qualidade, equilíbrio e um plano combinado em família. Os números, quando aparecem, vêm da Sociedade Brasileira de Pediatria.

A recomendação oficial

Não existe mais um número mágico igual para todos. Existe um plano de família.

A Academia Americana de Pediatria e a Sociedade Canadense de Pediatria deixaram de fixar um teto de horas para a idade escolar. A pergunta passou a ser outra: a tela está tirando espaço do sono, do estudo, do brincar e do convívio? Se não está, e o conteúdo é bom, o tempo está em equilíbrio.

Uma referência, da SBP

A Sociedade Brasileira de Pediatria, para esta faixa, orienta como referência até 1 a 2 horas por dia, sempre com supervisão.

Nota de transparência

Você vai notar que, desta idade em diante, os números deixam de ser iguais entre as instituições. Isso não é falha do guia: é assim que a ciência está hoje. Da idade escolar em diante, o consenso é sobre equilíbrio e plano de família, não sobre um número único.

No dia a dia

O que fazer
  • Faça um combinado simples de família: o que pode, quando pode, e o que vem antes da tela (sono, tarefa, atividade física, refeição).
  • Olhe a qualidade, não só o relógio. Uma hora criando algo é diferente de uma hora rolando vídeo sem fim.
  • Mantenha o equilíbrio como critério: dormir bem, se mexer, conviver e estudar continuam vindo primeiro.
  • Acompanhe o que ele assiste e joga, e converse sobre isso. Interesse vale mais que vigilância.
  • Combine pausas e como a tela é desligada, para que o fim não seja sempre uma briga.
O que evitar
  • Tela sem nenhum combinado, decidida no improviso a cada dia.
  • Medir só o tempo e ignorar o conteúdo. Nem toda hora de tela é igual.
  • Tela no quarto, principalmente na hora de dormir.
  • Tela na última hora antes de dormir e durante as refeições.
  • Tornar a tela o centro do lazer da casa, no lugar de brincar, ler e estar junto.
Ver as fontes oficiais

Toda recomendação aqui vem de uma diretriz oficial, com o ano. Você não precisa ler isto para usar o guia, mas é o que sustenta a confiança nele.

Academia Americana de Pediatria (AAP) 2016 · 2026

Media Use in School-Aged Children and Adolescents, 2016, e Digital Ecosystems, Children, and Adolescents, 2026. Sem teto fixo de horas; orienta um plano de mídia individualizado por família (Family Media Plan), sem telas no quarto e sem telas na hora de dormir.

Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) 2024

#MenosTelas #MaisSaúde, edição original de 2019/2020, Atualização 2024 vigente. Para crianças de 6 a 10 anos, até 1 a 2 horas por dia, sempre com supervisão.

Sociedade Canadense de Pediatria (CPS) 2019

Digital media: Promoting healthy screen use in school-aged children and adolescents. Sem teto único; quatro princípios: gerir o uso de forma saudável, dar sentido ao uso, dar o exemplo e acompanhar com diálogo.

Organização Mundial da Saúde (OMS) 2020

Diretrizes de atividade física e comportamento sedentário para crianças e adolescentes de 5 a 17 anos. Foco em atividade física e sono adequados; não fixa um teto único de horas de tela.

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Faixa 4 de 5 revisada em junho/2026

Adolescentes

Na adolescência, a tela é também onde a vida social acontece: amizades, identidade, escola, lazer. Proibir deixa de funcionar e deixa de fazer sentido.

O trabalho aqui é outro: ajudar o adolescente a usar a tela com intenção, sem que ela coma o sono, o estudo e a convivência. A maioria das instituições não fixa um número de horas nesta idade. A Sociedade Brasileira de Pediatria oferece uma referência.

A recomendação oficial

Menos sobre horas, mais sobre limites que protegem o essencial.

A maior parte das instituições não crava um teto de horas para adolescentes. O foco passa a ser garantir o que não pode ser perdido: o sono (de 8 a 12 horas, conforme a idade), a atividade física, o convívio e o estudo. E uma regra simples e poderosa: o dispositivo não dorme no quarto.

Uma referência, da SBP

Como referência de quantidade, a Sociedade Brasileira de Pediatria orienta até 2 a 3 horas por dia, com supervisão, e nunca virar a noite jogando.

Nota de transparência

Como na faixa anterior, não há um número de horas válido para todos os adolescentes. O número da SBP é uma boa referência de partida. O mais importante é proteger sono, estudo, convívio e atividade física, e ajustar o resto a partir daí.

No dia a dia

O que fazer
  • Combine os limites com o adolescente, não para ele. Nesta idade, o combinado em conjunto é o que se sustenta.
  • Proteja o sono primeiro. Defina junto um horário para a tela descansar à noite, fora do quarto.
  • Incentive o uso com propósito: criar, aprender, organizar, se conectar, e perceber a diferença para o rolar sem fim.
  • Mantenha a conversa aberta sobre o que ele vê e vive na tela, sem transformar em interrogatório.
  • Dê o exemplo. O seu próprio uso de celular fala mais alto que qualquer regra.
O que evitar
  • Celular no quarto durante a noite. É o que mais rouba sono nesta idade.
  • Tela invadindo a madrugada, principalmente em jogos e redes.
  • Regras impostas sem conversa. Tendem a virar conflito, não hábito.
  • Cobrar do filho um limite que você mesmo não pratica.
  • Tratar todo tempo de tela como vilão e ignorar que parte dele é estudo, amizade e lazer legítimos.
Ver as fontes oficiais

Toda recomendação aqui vem de uma diretriz oficial, com o ano. Você não precisa ler isto para usar o guia, mas é o que sustenta a confiança nele.

Academia Americana de Pediatria (AAP) 2016 · 2026

Media Use in School-Aged Children and Adolescents, 2016, e Digital Ecosystems, Children, and Adolescents, 2026. Plano de mídia individualizado (Family Media Plan); sono de 8 a 12 horas conforme a idade; atividade física diária; sem dispositivo no quarto.

Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) 2024

#MenosTelas #MaisSaúde, edição original de 2019/2020, Atualização 2024 vigente. Para 11 a 18 anos, até 2 a 3 horas por dia, com supervisão; nunca virar a noite jogando.

Sociedade Canadense de Pediatria (CPS) 2019

Digital media: Promoting healthy screen use in school-aged children and adolescents. Mesmos quatro princípios da idade escolar; uso intencional e diálogo.

Organização Mundial da Saúde (OMS) 2020

Diretrizes de atividade física e comportamento sedentário para crianças e adolescentes de 5 a 17 anos. Foco em sono e atividade física adequados.

Quero ser avisado quando atualizar

Quando uma das recomendações oficiais for revista, eu atualizo esta curadoria e aviso você. Só isso. Sem login, sem mais e-mails.

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Faixa 5 de 5 · transversal revisada em junho/2026

Vale para todas as idades

Existem quatro hábitos que aparecem em praticamente todas as diretrizes, do bebê ao adolescente. Eles importam mais do que o número exato de horas. Se você só puder cuidar de quatro coisas, cuide destas.

A recomendação oficial

Quatro hábitos que valem em qualquer idade.

  1. Sem tela nas refeições A mesa é hora de conversar e de aprender a comer.
  2. Desligar 1 a 2 horas antes de dormir A luz e a agitação da tela atrapalham o sono de todo mundo.
  3. Tela nas áreas comuns, não no quarto O que está na sala se acompanha; o que está no quarto, não.
  4. O exemplo dos pais conta A criança aprende o uso de tela olhando o seu, não ouvindo a sua regra.

No dia a dia

O que fazer
  • Faça das refeições um momento sem tela para a família inteira, adultos incluídos.
  • Crie um ritual de desligar à noite: as telas descansam 1 a 2 horas antes de dormir, em um lugar combinado.
  • Deixe que as telas vivam nas áreas comuns da casa. Carregar o celular fora do quarto, à noite, ajuda crianças e adultos.
  • Use você mesmo as telas com intenção. O seu hábito é o currículo mais forte que o seu filho tem.
  • Combine as regras com a família em vez de impor. O que é construído junto se sustenta.
O que evitar
  • Celular na mesa, seu ou da criança.
  • Tela na última hora antes de dormir.
  • Televisão, computador ou celular passando a noite no quarto da criança.
  • Cobrar dos filhos um uso de tela que você não pratica.
  • Tratar a tela como o centro do lazer da casa, no lugar de brincar, ler e conviver.
Ver as fontes oficiais

Toda recomendação aqui vem de uma diretriz oficial, com o ano. Você não precisa ler isto para usar o guia, mas é o que sustenta a confiança nele.

Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) 2024

#MenosTelas #MaisSaúde, edição original de 2019/2020, Atualização 2024 vigente. Sem telas nas refeições; desligar 1 a 2 horas antes de dormir; telas nas áreas comuns, não no quarto.

Academia Americana de Pediatria (AAP) 2016 · 2026

Media Use in School-Aged Children and Adolescents, 2016, e Digital Ecosystems, Children, and Adolescents, 2026. Qualidade acima de quantidade; assistir junto; sem telas no quarto; sem telas na hora de dormir; o exemplo dos pais como base.

Sociedade Canadense de Pediatria (CPS) 2017 · 2019

Screen time and young children, 2017, e Digital media: Promoting healthy screen use in school-aged children and adolescents, 2019. Modelagem dos pais e acompanhamento informado como princípios centrais.

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